Distrito de Coimbra perdeu 5% da população nos últimos 10 anos, segundo dados do Censos 2021

O distrito de Coimbra registou nos últimos 10 anos, um decréscimo de 5% da sua população, com todos os concelhos a perderem habitantes, segundo os resultados provisórios dos Censos 2021, divulgados, na última quinzena, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Todos os municípios, incluindo, Coimbra, capital de distrito, registaram redução, na sua população, sendo a perda global nos 17 concelhos, de 22 mil habitantes (menos 5% – face a 2011).

Penacova (-14%), Góis (-10,7%) e Soure (-10,3%, o equivalente a 2.000 habitantes) foram os concelhos do distrito que registaram os decréscimos, mais acentuados, a nível percentual.

Góis mantém-se, como o concelho com menor população de todo o distrito, com 3.806 habitantes.

Na prática, 13 dos 17 municípios do distrito de Coimbra, sofreram perdas acima dos 5%, estando nesse patamar Arganil (-8,9%), Cantanhede (-6,5%), Miranda do Corvo (-8,3%), Montemor-o-Velho (-6,1%), Oliveira do Hospital (-6,9%), Pampilhosa da Serra (-9,2%), Penela (-9%), Tábua (-7,5%) e Vila Nova de Poiares (-6,4%).

Também, a Figueira da Foz, o segundo concelho mais populoso do distrito, teve uma perda de 5,1%, na sua população, ao longo dos últimos 10 anos, estando agora, abaixo dos 60 mil habitantes.

Por outro lado, o concelho de Coimbra (-1,8%), atualmente, com 140.796 residentes, Condeixa-a-Nova (-2%), Mira (-2,7%) e Lousã (-3,4%) foram os concelhos que tiveram uma menor redução da sua população, ficando os quatro, abaixo, da média do distrito.

Em termos absolutos, Figueira da Foz foi o concelho que mais residentes perdeu (3.143), seguindo-se, Coimbra (2.600) e Penacova (2.132).

Também, em termos absolutos, as menores perdas, foram registadas, nos concelhos de Mira (339) e de Condeixa-a-Nova (345).

Portugal tem 10.347.892 residentes, ou seja, menos 214.286 do que em 2011, segundo, os dados provisórios destes Censos 2021. Trata-se de uma quebra de 2%, relativamente, a 2011, consequência de um saldo natural negativo (-250.066 pessoas, segundo os dados provisórios).

O saldo migratório, apesar de positivo, não foi suficiente para inverter a quebra populacional, segundo o INE, que sublinha que, em termos censitários, a única década, em que se verificou um decréscimo populacional foi, entre, 1960 e 1970. Os dados preliminares mostram que há, em Portugal 4.917.794 homens (48%) e 5.430.098 mulheres (52%). As regiões do país que registaram um maior crescimento da população, nos últimos 10 anos, foram o Algarve e a área metropolitana de Lisboa.

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