Sociedade

Risco de cheia no Mondego leva a evacuações preventivas e fecho de escolas em Coimbra

A Câmara Municipal de Coimbra iniciou, no final do dia de ontem, evacuações preventivas em várias zonas ribeirinhas da margem esquerda do Mondego, devido ao risco elevado de rutura dos diques e à previsão de chuva intensa para as próximas horas.

A decisão surge após uma reunião de emergência entre o Município e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na qual foi confirmado que a infraestrutura hidráulica do Mondego se encontra sob pressão significativa e próxima de limites críticos.

Segundo a Câmara, o agravamento das condições meteorológicas — com aviso laranja do IPMA, entre as 06h00 e as 18h00, por “chuva persistente e por vezes forte” — aumenta o perigo de cheia e torna prudente a retirada preventiva de pessoas das áreas mais vulneráveis.

Evacuações em curso

As evacuações estão a decorrer, por precaução, nas seguintes zonas:

  • Conraria
  • Cabouco
  • Ceira (zonas ribeirinhas)
  • Torres do Mondego
  • São Martinho do Bispo
  • Ribeira de Frades
  • Taveiro
  • Ameal
  • Arzila

No terreno estão meios da Proteção Civil, PSP, GNR, Bombeiros e apoio logístico para transporte e acolhimento das populações. O Município preparou pontos de receção para as pessoas retiradas destas áreas.

A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, admitiu que o universo potencial de evacuação poderá abranger cerca de três mil pessoas, embora parte da população já tenha saído voluntariamente.

Escolas encerradas na margem esquerda do Mondego

Por motivos de segurança, todas as escolas públicas e privadas localizadas na margem esquerda do Mondego estarão encerradas hoje, 11 de fevereiro.

A medida abrange os estabelecimentos situados nas uniões de freguesias de:

  • Santa Clara e Castelo Viegas
  • São Martinho do Bispo
  • Ribeira de Frades
  • Taveiro, Ameal e Arzila

A situação será reavaliada ao longo do dia e qualquer atualização será comunicada pelos canais oficiais do Município.

“Risco claro” nos diques do Mondego

Em declarações citadas pelo Figueira na Hora, o presidente da APA, Pimenta Machado, alertou para um “risco claro” de colapso dos diques do Mondego face à precipitação prevista, sublinhando que são esperados volumes de chuva excecionais — equivalentes a uma parcela muito significativa da média anual em apenas dois dias.

A APA e a Proteção Civil estão a monitorizar a situação em permanência.

Recomendações à população

A Câmara de Coimbra apela à população para:

  • Evitar deslocações desnecessárias
  • Não circular em zonas ribeirinhas
  • Seguir as indicações das autoridades
  • Acompanhar a informação oficial do IPMA e da ANEPC

Imagem by Freepik.

Partilhe este artigo: