Incêndios continuam a mobilizar milhares de operacionais no país
O papel das Forças Armadas tem sido um reforço importante no combate aos incêndios que continuam a afetar o território nacional. Desde o início da época crítica, foram mobilizados cerca de 3 000 militares, apoiados por 1 291 viaturas, percorrendo perto de 225 mil km em 7 655 horas de missão, atuando em 16 distritos para reforço de engenharia, rescaldo e vigilância ativa.
No entanto, os bombeiros continuam a liderar a resposta inicial às chamas. Ainda hoje, frentes em Arganil, Sátão, Cinfães, Viseu (no concelho), Trancoso e outros concelhos da região centro e norte mobilizam o maior número de meios no terreno.
Em Arganil, a situação permanece “muito desfavorável”, com mais de 900 bombeiros, 301 viaturas e cinco meios aéreos envolvidos. Em Trancoso, embora algumas frentes estejam em fase de resolução, ainda atuam 460 operacionais, 146 viaturas e dois meios aéreos.Em Sátão, continuam ativos 447 bombeiros, 142 viaturas e quatro meios aéreos. Cinfães mantém duas frentes ativas, com 111 operacionais, 29 viaturas e três meios aéreos.
Em declaração à RTP, o presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, apelou à necessidade de maior coordenação e reconhecimento da atuação das corporações, lembrando que os bombeiros só atuam com missões designadas pela ANEPC.
Portugal está em situação de alerta nacional até sexta-feira, devido ao risco elevado de incêndios agravado pelas condições meteorológicas previstas — com restrições de acesso a áreas florestais, proibição de queimadas e limitações a atividades agrícolas e florestais potencialmente perigosas.

